Steve Jobs era um gênio, correto? O que ele criou revolucionou a tecnologia, correto? Pois é, é assim que querem que você o veja, mas terá sido ele um vilão? Comece a olhar isso com outros olhos, querido visitante do meu blog. O mundo está se encaminhando para um novo tipo de escravidão, a escravidão digital... Cada vez mais as pessoas tornam-se dependentes dessa coisa chamada tecnologia, antes você podia muito bem entrar num fim de noite, checar seu orkut, e-mail, conversar um pouco no msn e sair. Hoje você não pode passar mais que 6 horas sem olhar seus e-mails, não passa menos de 4 horas por dia on line no facebook, twitter, msn e tudo ao mesmo tempo, quando sai é com seu smartphone, iphone, ipod, como queira, mas sempre conectado à internet.
A que ponto chegaremos? Pense nessa situação, um namorado vai levando sua namorada para casa, como os gostos musicais são diferentes ela pega seu iPod e fica escutando a música de sua preferência, enquanto o carro toca a outra música, ao chegar em casa eles sobem e vão se trocar, enquanto seus iMacs carregam suas respectivas configurações para ficarem prontinhos a serem usados. E enfim eles vão acessar seus perfis, conectar-se ao facebook, e em poucos minutos começam a conversar com seus amigos, com quem estavam dividindo o intervalo mas nem conversaram pois estavam em seus iPhones no recreio. Sempre com a expressão apática de quem está em um mundo diferente do nosso, e quando de repente a namorada olha para o que o namorado está fazendo e vê ele conversando com outra menina, e ela tem uma crise de ciúmes, eles brigam e ela acaba o namoro... Pois é, ele estava ali do lado dela, os dois sozinhos e ela ficou com ciúmes de uma mulher com quem ele conversava no seu facebook.
Pergunte-se a você mesmo: "Eu sou mais feliz quando estou aqui?" E a resposta será: "Eu não consigo mais viver sem isso". Você está viciado, foi isso que Steve Jobs criou, um novo universo onde tudo é possível, menos o contato pessoal. Nós gostamos do que é novo, do que é rápido e instantâneo, e estamos sendo induzidos a entrar nesse mundo sem volta, pois todos estão nele, e se isso serve de consolo, você não está sozinho nessa.
Eu era mais feliz brincando na rua.
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